Vai pra Ásia? Acostume-se a negociar até o preço da água!

Eu amei meus 4 meses viajando pelo sudeste asiático, uma aventura atrás da outra, muitas experiências novas, choque cultural a todo momento, mas reconheço que viajar muito tempo por certos lugares na Ásia se torna exaustivo, ainda mais no estilo mochileiro onde o low cost se torna uma filosofia de vida.

Você tem 2 opções: ou aperta o F%$^&# e aceita os preços das coisas logo de cara ou aprende a negociar, pesquise bem os preços antes, pergunte no seu hotel/hostel quanto custa alguma coisa, repare com que nota os locais estão pagando, e por aí vai. Muitas vezes negociava por desconto de U$ 0,50,não sou miserável, mas veja bem: em países como Índia, Camboja, Nepal e Vietnã, 50 centavos tem outro valor e as pessoas querem, na maioria das vezes, te cobrar mais caro porque você é turista e tem muito dinheiro, veem em você dólares ambulantes.

Viajar por muito tempo requer economia, não é só porque estou num país onde tudo é barato que vou esbanjar. Me dou alguns luxos, não vou negar, faço mais passeios já que sei que ali é mais barato que outro país, mas tudo dentro do orçamento e enquanto isso tento não ser enrolada com o preço das coisas.

Preço dos trajetos de ônibus, taxi e tuk tuk:

Use blogs e sites de viagens como referência. Um taxista em Bangkok na Tailândia não quis ligar o taxímetro e queria me cobrar quase o triplo do preço que eu tinha pesquisado online. Combinei com muita discussão o dobro, quando chegamos, peguei minha mochila e paguei um pouco mais do que tinha visto online, ele ficou com cara de poucos amigos, mas quem mandou dar uma de esperto? O valor não estava no taxímetro, ele não podia dizer que eu saí sem pagar.

Comida e água na rua:

Em algumas cidades será difícil encontrar supermercados da forma “convencional”, com os preços afixados, no máximo lojinhas ou mercados abertos (feira de rua) onde muitos itens não têm preço e deverá ser perguntado ao dono, é aí onde você fica sujeito a honestidade do próximo. Pergunte na recepção de seu hostel/hotel o preço das coisas, quanto custa um pacote de bolacha, uma garrafa de água, meia dúzia de bananas e vá as compras, os lugares mais “fiéis” as referências que você tem podem ser considerados boas opções. Essa estratégia é poderosa quando você acaba de chegar e não tem noção dos preços ainda, me ajudou muito.

Passeios turísticos:

Não caia nessa de “fixed price” quando existe concorrência no mercado, fiz um passeio de barco pelo Halong Bay, no Vietnã e o preço começou fixo até que depois de uns 20 minutos de resistência e negociação caiu uns U$15.

Não se surpreenda com pessoas puxando assunto com você na rua, dizendo que o museu tal está fechado, mas que ele faz ótimos tours pela cidade, ou então, que você precisa entrar em contato com o departamento de turismo da Índia para encontrar o exato endereço de seu hotel. Tudo balela para te atrair até o negócio deles. Depois de alguns meses calejada por essas e por outras, já ignorava esse tipo de abordagem.

A história mais cara de pau de todas foi um vendedor de elefantes de madeira oferecendo um par de elefantes por U$ 25 dólares, não aceitei, depois ele fez um “grande” desconto e o preço foi pra U$15,00, em menos de 5 minutos me negando a comprar, o preço foi pra U$ 4.

Leve as negociações na esportiva, são países muito pobres e sem muitas oportunidades, não acho a desonestidade justificável, de forma alguma, mas essas pessoas veem em você o ganha pão para a próxima refeição, alguns são sacanas mesmo, como o taxista e o vendedor de elefantes, esses não merecem minha compaixão, mas não são todos, releve algumas coisas e tente ajudar com o que puder.

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