Quem disse que é impossível viajar o mundo sem gastar dinheiro?

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Aprendendo a fazer mel!

Viajar pelo mundo era um sonho, mas só tinha os meus 30 dias de férias para realizá-lo. Cada período de férias era milimetricamente planejado, para aproveitar cada dia das minhas viagens, afinal, as próximas seriam só dali 365 dias.

Quando comecei a me questionar se era ou não uma carreira estável que queria para o meu futuro, se queria aquela vida sem ao menos ter conhecido realmente o que existe lá fora, se tudo bem esperar 1 ano para novas férias, quando esses “SE” começaram a fazer parte constante do meu dia-a-dia, comecei a investigar maneiras de viajar gastando pouco, afinal eu não sou rica e não tenho ninguém que me ajude financeiramente nas minhas viagens. Minha família me dá todo o apoio MORAL, mesmo minha mãe achando que criou uma cigana rsrs.

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Brincando e trabalhando na praia em Wellington, New Zealand

Aprendi desde minha primeira viagem para os Estados Unidos e Canadá que com planejamento e determinação você pode ir onde quiser! Conheci 8 países de férias em férias durante 5 anos e muitos de meus colegas de trabalho, que ganhavam o mesmo que eu, achavam que eu tinha pais ricos, pois fazia viagens internacionais todos os anos. Enquanto muitos almoçavam fora, eu levava minha própria comida e almoçava na copa, passava meses e meses sem comprar nada novo, são questões de prioridade.

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Primeira vez limpando um galinheiro a gente nunca esquece!

Soube do Workaway através de um amigo que também queria passar uma temporada viajando, comecei a esmiuçar o site e era exatamente o que eu precisava! Trabalhar por acomodação e comida, vivendo com pessoas locais, aprendendo coisas novas, conhecendo gente nova e diminuindo drasticamente os meus gastos de viagem.

Não pensei 2 vezes em pagar a taxa de inscrição (U$29 por uma conta individual e U$38 para casal/2 amigos por 1 ano) e criei uma conta. Literalmente você encontra um mundo de oportunidades à sua frente, é só escolher o país que quer conhecer, qual tipo de trabalho, escolher o host, enviar seu pedido e esperar a resposta.

O trabalho é considerado voluntário, não existe nenhum tipo de pagamento em dinheiro, seu “pagamento” vai depender da atividade de seu host, fazenda, hostel, uma família, etc.

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Cortando grama no sul da França ^-^

Minha ideia era começar na Europa e depois seguir para a Ásia, queria ir para um país que falasse inglês para já matar 2 coelhos numa cajadada só, melhorar o inglês enquanto viajava. Foi aí que decidi ir para a Irlanda, comecei a procurar hosts e encontrei um que me aceitou numa cidadezinha do interior, confira aqui o post sobre essa experiência.

Nunca tive medo ou suspeitei do Workaway, é um sistema bem seguro. É possível pesquisar o perfil do host e do voluntário, ler feedbacks de ambas as partes, entrar em contato com outros voluntários, não é garantido que o host te aceite de primeira, ele também vai querer conferir o seu perfil, outra questão importante são as datas, às vezes o host precisa de ajuda num período diferente do que você está aplicando, mas é possível verificar isso com calendário que existe no  perfi dos hosts, que facilita nossa vida.

É uma relação de ganha-ganha, sem dúvida, já fiz mais de 10 Workaways em diferentes países e nunca tive problemas. Aconselharia a escolher hosts com feedbacks, não ter feedback também não é um problema, a pessoa pode estar começando, troque os primeiros e-mails e veja como a conversa flui. Eu fiz 2 que não tinham feedbacks e a experiência foi ótima!

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Porquinho curioso no Camboja

Foi a melhor maneira que encontrei para viajar o mundo. Fiz muitas coisas diferentes que levarei de aprendizado para vida! Trabalhei em grandes fazendas, alimentei porcos e vacas, aprendi a fazer mel, dei aula para crianças que estudavam em casa, passeei com cachorros de abrigos, aprendi jardinagem, limpei galinheiros, cortei grama naqueles carrinhos, ensinei inglês para jovens carentes, colhi frutas no pé, aprendi a cozinhar, fui babá de crianças disléxicas e autistas que me ensinaram muito mais do que eu esperava, enfim, foram experiências únicas que me ajudaram a continuar na estrada por mais de 1 ano, além do rico aprendizado e crescimento pessoal.

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Lago secreto na Tailândia

Sempre tive tempo livre para passear e visitar os lugares por onde passei, às vezes ia com meus hosts, às vezes sozinhas, às vezes com outros voluntários, conheci lugares fora das rotas turísticas, indicados pelos locais da região. Tive a oportunidade de sentir a essência de muitos países no meu dia-a-dia. Tudo isso praticamente de graça, sem precisar gastar fortunas em programas de intercâmbio. Tudo em troca de algumas horas do meu trabalho por dia. É preciso muito mais coragem do que dinheiro efetivamente, coragem em encarar o desconhecido, coragem em aprender algo do 0, coragem em viver uma vida por outra perspectiva.

Você consegue visualizar as ofertas de trabalho mesmo não tendo conta, deem uma olhada ;p

http://www.workaway.info/

Outros sites que oferem o mesmo tipo de programas mas que eu pessoalmente nunca usei:

http://www.helpx.net/index.asp

https://www.worldpackers.com/

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0 comentários sobre “Quem disse que é impossível viajar o mundo sem gastar dinheiro?

  1. Tatiane Oliveira

    Que demais Bruuuu!!! Muito bom ler isso e conseguir sentir um pouquinho dessa experiencia toda que você tem vivido!!!
    Feliz demais por você e continuo aqui na torcida para que você explore cada cantinho desse mundão.

    Saudades.
    Beijos e parabéns pelo blog. Adorei!!

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